Presidente Eracy Lafuente detalha revitalização da frota do VLT de Salvador, afirma vida útil de 30 anos e destaca economia de 40% na aquisição.
O presidente da Companhia de Transportes do Estado da Bahia (CTB), Eracy Lafuente, explicou como estão os trens adquiridos para o VLT de Salvador e rebateu críticas que classificaram o material rodante como “sucata”.
Segundo o gestor, as composições nunca haviam sido utilizadas antes de chegarem à Bahia e passaram por um processo de revitalização mais profundo do que uma revisão convencional. “O trem nunca percorreu nenhuma distância. Os primeiros 8 km foram agora.”
De acordo com Lafuente, os veículos do VLT de Salvador passaram por atualização completa de sistemas, peças e tecnologia antes de entrarem em operação.
Revitalização equivale a trem novo, diz presidente da CTB
O presidente da CTB comparou o processo aplicado aos trens do VLT de Salvador ao mercado automobilístico. “O trem passou por toda uma revitalização que é muito maior do que uma revisão geral. Ou seja, é como se eu comprasse um modelo de um automóvel 2025 e a gente revitalizasse ele para as peças que modernizaram para 2026.”
Segundo ele, após a revitalização, as composições estão aptas a operar nas mesmas condições de trens novos adquiridos no mercado brasileiro. “Esse trem está apto com qualquer trem novo que hoje chegar no Brasil a percorrer 30 anos de vida útil.”
Economia de 40% na compra dos trens do VLT de Salvador
Além do aspecto técnico, Lafuente destacou a economia obtida na aquisição do material rodante do VLT de Salvador. “Ou seja, nós compramos um trem novo e você comprou como se fosse um trem zero, mas com preço de um produto com 40% de desconto.”
O presidente da CTB afirmou que o desconto não se restringiu apenas às composições. “Esse desconto de 40% foi aplicado também em todos os equipamentos, incluindo trilhos e sistemas de energia, que estavam embalados e nunca usados.”